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Família processa funerária após descobrir corpo trocado em velório

Família processa funerária após descobrir corpo trocado em velório

Uma família que reside na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, passou por uma experiência chocante durante uma cerimônia de despedida ao perceber que o caixão exibia o corpo de uma mulher desconhecida utilizando as vestimentas de sua ente querida.

Entenda como ocorreu a falha na cerimônia

O incidente incomum aconteceu em 30 de janeiro, durante o funeral de Iris Walker-Evans, de 87 anos, e resultou em um processo judicial contra a empresa prestadora do serviço funerário.

A ação judicial foi protocolada contra a Ocean View Funeral Home, estabelecimento situado em Conway, perto de Myrtle Beach. A filha da idosa, Iris Gordon, responsabiliza a companhia por quebra de contrato, negligência e imposição intencional de sofrimento emocional, exigindo a devolução de US$ 13.820,55 — cerca de R$ 69 mil —, além de uma compensação financeira por danos morais cuja quantia não foi divulgada.

Conforme informações divulgadas pela emissora WMBF, a despedida aconteceu na igreja True Worship United Pentecostal, frequentada pela idosa. Iris Walker-Evans faleceu no dia 14 de janeiro e seus parentes haviam pago por um funeral com caixão aberto para guardar uma última lembrança da matriarca.

Corpo desconhecido vestia roupas da idosa falecida

De acordo com os registros do processo, Iris Gordon e mais de 20 parentes compareceram ao templo religioso e logo notaram que a pessoa no esquife não era a idosa, embora estivesse usando as peças de vestuário separadas especificamente para a preparação da falecida.

O texto legal aponta que o ocorrido gerou profunda humilhação, constrangimento e abalo psicológico a todos os presentes na cerimônia de adeus.

“O objetivo do velório com caixão aberto era dar aos familiares a oportunidade de guardar uma última imagem da Sra. Evans — apresentada em sua melhor aparência — para preservar nas suas memórias”, diz a petição.

O documento aponta ainda que a empresa falhou em suas obrigações contratuais ao não exibir a pessoa correta e ao inutilizar as vestes e o caixão disponibilizados pelos familiares.

Cerimônia precisou ser paralisada após o choque

O processo relata que Iris Gordon entrou em prantos ao constatar que a pessoa velada não era sua mãe, descrevendo o momento como profundamente traumático diante dos convidados.

“Iris ficou arrasada com o que viu e com a experiência”, afirma o documento, destacando que a situação gerou um verdadeiro colapso emocional devido à intimidade do evento.

Diante do equívoco, a despedida precisou ser interrompida por aproximadamente duas horas para que a agência funerária sanasse o problema. Agora, os parentes buscam reparação financeira e judicial pelos transtornos enfrentados.

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