Júlia zanatta relata que queimaram boneco dela em florianópolis
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) afirmou nesta quarta-feira (14) que manifestantes queimaram um boneco com a imagem dela durante um ato público realizado na terça-feira (13), na cidade de Florianópolis. A declaração foi concedida durante entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan, momento em que a parlamentar mais votada da história de Santa Catarina comentou sobre a onda de ataques direcionados a ela desde o período eleitoral.
Protesto na capital catarinense
“Eles tavam lá gritando meu nome, botando fogo numa boneca minha”, relatou a deputada aos apresentadores da atração. Conforme a parlamentar, os participantes do ato teriam ligação com a Universidade Federal, indivíduos que ela diz já estar conseguindo identificar.
Um registro em vídeo que circula pelas redes sociais exibe o boneco da figura política em chamas no meio de uma via pública durante a noite, enquanto o grupo entoa em coro palavras de ordem. Nas proximidades, manifestantes portando bandeiras vermelhas aparecem dançando e levantando os braços.
No mesmo evento, segundo a relato da deputada, havia um cartaz contendo a frase exigindo respeito às mulheres acompanhada do número 13. “Ou seja, só respeitem as mulheres deles”, declarou. Para a representante política, falta coerência por parte daqueles que se autoproclamam defensores femininos mas adotam esse tipo de comportamento.
Críticas e polêmicas anteriores
Ao mencionar o público jovem presente na manifestação, a parlamentar adotou tom irônico. “Eu quero trazer prosperidade pra aqueles jovens que estavam lá fazendo isso ontem em Florianópolis, mandando eu tomar naquele lugar em coro. Obrigada pela homenagem”, afirmou.
Durante a conversa, a deputada destacou que foi alvo de forte pressão ao longo dos quatro anos do seu primeiro mandato. “Primeiro era a tiara, me chamavam de nazista, de tudo. Depois inimiga do trabalhador, porque eu tive coragem de me posicionar na questão ali do fim da seis por um”, pontuou, relembrando sua atuação na Comissão Especial que debateu o assunto na Câmara dos Deputados.
O tradicional acessório de cabelo utilizado pela figura pública virou alvo de contestações, embora ela reforce que o adorno faz parte de festividades de herança alemã, italiana e tirolesa. “Começaram a implicar tanto com a minha tiara que foi questão de honra continuar com ela na cabeça”, pontuou.
Episódios em outros estados
As hostilidades contra a parlamentar ganharam novos capítulos recentemente. No domingo anterior (11), na cidade de Goiânia, apoiadores de Lula chicotearam um boneco da deputada fixado em um mastro acompanhado por uma placa com os dizeres direcionados a ela. Já na terça-feira (13), durante manifestação pró-governo em frente à Catedral Metropolitana de Florianópolis, um manifestante exibiu cartaz com o rosto de um ativista americano falecido sobreposto à foto da política, além de ofensas verbais entoadas pelo público.
Reeleita com expressivos 560.223 votos — recorde histórico para o cargo de deputado federal no estado catarinense —, a parlamentar destacou na entrevista que tal marca irritou ainda mais os opositores. Ao receber observações sobre sua postura firme, repetiu o lema adotado em sua campanha: “Eu não fui a Brasília para fazer amigos. O meu amigo é o povo catarinense”.
