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Morador denuncia caos e contradições na Saúde de Santa Terezinha

Morador denuncia caos e contradições na Saúde de Santa Terezinha

Relato expõe atrasos, falta de atendimento e possível negligência em serviços essenciais

Nesta terça-feira (3), um morador de Santa Terezinha tornou público um desabafo contundente sobre a situação vivida por sua esposa, que estaria enfrentando sérias dificuldades no atendimento da Secretaria de Saúde do município. O relato, carregado de indignação, levanta questionamentos sobre a gestão dos serviços públicos e a real eficiência da pasta que, segundo ele, recebeu diversos a pasta recebeu veículos novos ao longo do ano como as duas Spin na foto onde uma foi para a saúde, mas não teria disponibilizado transporte quando a família mais precisou.

De acordo com o morador, sua esposa estava internada em Rio do Campo e precisava ser transferida com urgência para Jaraguá do Sul. Na segunda-feira17, ele afirma ter buscado diretamente o secretário de Saúde, que teria alegado não haver veículo disponível para realizar a transferência. Sem solução, procurou o gabinete da prefeita, mas novamente ouviu que nada poderia ser feito naquele momento.

Diante do impasse, o morador decidiu contratar um táxi particular para buscar a esposa, indo inclusive ao hospital para assinar um termo de responsabilidade e retirar a paciente por conta própria. Porém, quando a prefeita teria tomado conhecimento da decisão, “entrou em desespero”, segundo o relato, e imediatamente disponibilizou um carro mas não para Jaraguá do Sl: apenas até Blumenau.

“Saímos às 2h da manhã, retirei ela e fomos até Blumenau. Nos deixaram na rodoviária, de onde seguimos para Jaraguá de ônibus… minha esposa sem condições. Triste”, escreveu. Agora, segundo ele, resta aguardar o horário da consulta para saber quais serão os próximos encaminhamentos médicos.

A situação, entretanto, não para por aí. O morador relata ainda que sua esposa aguarda atendimento psicológico desde o início do ano, depois de ter seus dados coletados pela Secretaria de Saúde – mas nunca recebeu retorno. Outro ponto citado é a necessidade urgente de uma ressonância do pulmão, que deveria ter sido marcada para Lages. Ao consultar a agenda, descobriu que o exame marcado era outro: de estômago. Agora, ele terá de reiniciar os encaminhamentos e enfrentar novamente a fila de espera, “isso que era urgência”, desabafou.

A contradição mais evidente, segundo o morador, é que a Secretaria de Saúde recebeu vários veículos novos em 2024, mas teria faltado exatamente o que mais se cobra da gestão pública: organização e atendimento eficiente à população.

O caso expõe fragilidades na logística, na comunicação interna e no fluxo de atendimentos do município e reforça uma pergunta incômoda: se nem nos casos urgentes o cidadão encontra suporte, o que dizer das demais demandas do sistema?

João Vianna

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