Banner
Banner

Ministério público cobra dados da defesa civil após cheias em Santa Catarina

Ministério público cobra dados da defesa civil após cheias em Santa Catarina

As fortes chuvas que atingem o estado de Santa Catarina provocaram a desocupação de dezenas de residências, mobilizando órgãos de fiscalização e segurança. Em decorrência do cenário crítico, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou um procedimento para monitorar de perto as medidas de assistência adotadas na região afetada.

Atuação preventiva nas cidades atingidas

A iniciativa foi tomada pela 4ª Promotoria de Justiça com o intuito de acompanhar, de forma preventiva e cooperativa, as ações executadas pelas prefeituras locais e pela Defesa Civil estadual. O foco da fiscalização abrange os municípios de Três Barras, Canoinhas, Major Vieira e Bela Vista do Toldo, duramente castigados pelo temporal.

A situação mais grave foi registrada no município de Três Barras, onde mais de 100 pessoas precisaram deixar suas casas após a elevação do nível do Rio Canoinhas. A alta demanda por acolhimento exigiu inclusive a abertura de um segundo abrigo temporário para acomodar todas as famílias desabrigadas.

Cobrança de prazos e informações oficiais

Diante do cenário de emergência, o promotor Marcus Vinícius dos Santos determinou o envio de ofícios para os prefeitos, coordenadores municipais de Defesa Civil e para a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina. Os órgãos têm o prazo de 24 horas para enviar relatórios atualizados sobre a situação local.

“A prioridade é assegurar que as pessoas desabrigadas, desalojadas e aquelas que residem em áreas de risco recebam atendimento adequado e tenham seus direitos fundamentais preservados durante este período de emergência”, enfatizou o promotor.

Entre os dados exigidos pelo órgão ministerial estão o quantitativo exato de desabrigados, a capacidade estrutural dos abrigos públicos, o panorama do monitoramento fluvial e o suporte prestado pelos setores de assistência social e saúde.

O promotor de Justiça evidencia que “estamos promovendo um acompanhamento próximo da situação para fortalecer a articulação entre os municípios, a Defesa Civil e os demais órgãos envolvidos na resposta às cheias, sempre em benefício da população atingida”.

O procedimento administrativo instaurado pela promotoria continuará em vigor durante todo o período em que persistirem os riscos associados às chuvas intensas e à cheia dos rios na Comarca de Canoinhas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *