“Não era nada até ontem, era professora”: declaração de Jorge Seif gera polêmica
A fala do senador Jorge Seif (PL-SC) no plenário do Senado Federal, na noite de terça-feira (4), repercutiu muito além da política e gerou forte reação nas redes sociais, especialmente entre professores e profissionais da educação.
Durante o discurso em que atacou a deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC), Seif afirmou que “uma deputada estadual que não era nada até ontem, era professora, agora se acha líder da direita catarinense”. A frase, dita em tom crítico, tinha como alvo direto a parlamentar, mas acabou provocando indignação de uma categoria inteira que se sentiu desqualificada.
Nas redes sociais, comentários apontaram o tom “preconceituoso e desrespeitoso” da fala do senador, destacando que o uso da profissão de professora como forma de ataque reforça uma tentativa de diminuir o valor de quem trabalha na educação. Muitos internautas, inclusive apoiadores de Campagnolo, afirmaram que o discurso ultrapassou o limite da crítica política e soou como desprezo pela categoria.
“Ele não atacou só a Ana, atacou todos os professores que lutam todos os dias”, escreveu uma seguidora em publicação do Jornal Razão. “Essa fala mostra o quanto parte da classe política ainda vê a educação como algo menor”, comentou outro leitor.
Por outro lado, aliados do senador saíram em defesa dele, alegando que a fala foi mal interpretada e que Seif não quis desmerecer professores, mas apenas destacar que Campagnolo “não tinha relevância política antes do bolsonarismo”. Segundo defensores, o senador teria usado a frase como uma crítica ao que considera “falta de gratidão” de parlamentares que cresceram politicamente com o apoio de Jair Bolsonaro.
“O que o Seif quis dizer é que, politicamente, ela era desconhecida antes de Bolsonaro. Ele não desmereceu professores”, argumentou um dos apoiadores nas redes.
A polêmica aprofunda ainda mais o racha interno no Partido Liberal de Santa Catarina, que vive um clima de confronto aberto entre as alas ligadas a Carlos Bolsonaro e as que seguem com Ana Campagnolo.
Conteúdo: JR

