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Ex-chefe da PRF em SC defende Silvinei Vasques e critica prisão

Ex-chefe da PRF em SC defende Silvinei Vasques e critica prisão

Um posicionamento divulgado nas redes sociais na última terça-feira (21) trouxe manifestações contundentes em favor do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques. O pronunciamento foi feito por Luiz Graziano, responsável pelo comando da Delegacia Metropolitana da corporação na Grande Florianópolis durante o pleito de 2022.

Logo no início de sua manifestação, o agente destacou: “O melhor policial rodoviário federal que eu conheci está preso.”

Defesa da atuação funcional e argumento sobre imparcialidade

Para sustentar sua visão positiva sobre o antigo comandante da instituição, Graziano enfatizou a presença de Silvinei no comando de superintendências regionais sob diferentes orientações ideológicas. O ex-diretor esteve à frente da unidade de Santa Catarina durante a gestão de Dilma Rousseff e da regional do Rio de Janeiro sob a presidência de Jair Bolsonaro.

“Como que um policial é indicado por Dilma e Bolsonaro para ocupar o cargo de superintendente em um estado? Isso só pode ocorrer porque Silvinei Vasques era justo, agia corretamente e era imparcial”, argumentou Graziano no vídeo.

Ele também refutou categoricamente que blitze e operações tivessem motivações político-partidárias durante a votação de 2022: “Posso garantir a você que não houve nenhuma ordem do diretor-geral Silvinei Vasques ou de qualquer pessoa para que fizéssemos fiscalização direcionada a eleitores de esquerda”. Ao classificar a punição judicial, Graziano disparou: “Essa injustiça não tem preço”. Na gravação, ele ainda apelou pelo voto em Flávio Bolsonaro (PL) para a disputa do segundo turno contra Lula (PT).

Condenação no STF e histórico das acusações

A situação jurídica de Silvinei decorre de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) proferida em 16 de dezembro de 2025. O tribunal determinou a pena de 24 anos e 6 meses de reclusão contra o ex-diretor pelos crimes de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa e dano qualificado.

O processo judicial concluiu que a estrutura operacional da PRF foi instrumentalizada para dificultar a locomoção de votantes no segundo turno, sobretudo na região Nordeste, além do monitoramento de autoridades públicas.

Prisões e tentativas de fuga

A primeira detenção de Silvinei ocorreu em 9 de agosto de 2023 na Grande Florianópolis, no âmbito da Operação Constituição Cidadã da Polícia Federal. Posteriormente em liberdade condicional, ele chegou a chefiar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação do município de São José, de onde pediu saída logo após a sentença condenatória.

Pouco depois, rompeu o equipamento de monitoramento eletrônico e fugiu do país. O ex-diretor acabou recapturado no Paraguai com documentação falsificada enquanto buscava viajar para El Salvador, sendo então reconduzido ao complexo penitenciário em Brasília.

Articulações políticas a partir do presídio

Mesmo detido, Vasques encaminhou sugestões com nomes para a eventual chefia da corporação ao senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC). A lista inclui servidores de confiança da gestão anterior: Wilmen Silva Vieira, antigo diretor de Administração e Logística; Jean Coelho, ex-diretor-executivo; e Fábio Elissandro Cassimiro Ramos, que esteve à frente de Operações Especializadas e de Fronteira.

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