Padre Pedro cobra celeridade federal para regulamentação da cannabis medicinal
Falando na sessão da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) desta quarta-feira (1°), o deputado Padre Pedro Baldissera (PT) fez um apelo para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e outros órgãos federais sejam céleres na regulamentação da cannabis medicinal. O Supremo Tribunal Federal havia determinado o prazo de 30 de setembro para que a Avisa fizesse a regulamentação, mas a agência pediu mais 180 dias para concluir o processo.
“Nós fazemos um apelo à União e aos órgãos federais que tratam do assunto para que de fato o mais rápido possível possam regulamentar a matéria, importante no contexto nacional para que o medicamento possa estar à disposição do Sistema Único de Saúde em nível de Brasil e também aqui no estado de Santa Catarina”, disse Padre Pedro.
Seminários Cannabis medicinal
Autor, com outros deputados, da lei estadual que determina que medicamentos à base da cannabis sejam distribuídos gratuitamente a todos os catarinenses por meio do Sistema Único de Saúde, Padre Pedro está promovendo seminários em várias regiões do estado para debater o tema. A série de debates “Cannabis em Defesa da Vida – Uso Medicinal” começou no último dia 20 de setembro em São Miguel do Oeste.
No próximo dia 19 deste mês o seminário cannabis medicinal será realizado em Irani, no Meio Oeste do estado. Ainda sem definição de data esse evento já está sendo organizado também em Balneário Camboriú, Criciúma, Tubarão, Araranguá, Florianópolis e Palhoça. “É importante conversarmos sobre a cannabis medicinal porque existe um clamor muito grande por parte da sociedade devido ao alto custo que isso representa àqueles que precisam do medicamento para tratar diferentes patologias”, disse Padre Pedro.
No exercício da presidência da Alesc nesta quarta-feira, Padre Pedro cobrou a regulamentação federal. “O parlamento catarinense fez o dever de casa, aprovou a lei, o governador sancionou, regulamentou a matéria para incluir os diferentes canabidiois no Sistema Único de Saúde, então acho que essa morosidade [da Avisa e órgãos federais], não é boa para aqueles que precisam do medicamento”, disse.

