Papanduva entra em alerta máximo para acumulado de 118 mm de chuva
O município de Papanduva entrou em alerta para o próximo sábado (24), período em que é esperada uma grande quantidade de precipitações. Dados da Epagri/Ciram apontam que o acumulado previsto para o dia alcança 118 milímetros, com uma probabilidade de 100%. Este volume representa o ponto mais crítico de uma sequência chuvosa que teve início na quinta-feira (22) e deve se prolongar até o começo da próxima semana.
Evolução da instabilidade e volumes acumulados
As condições meteorológicas instáveis ganham força já na sexta-feira (23), com um volume estimado de 30,1 mm. Após o pico severo registrado no sábado, o domingo de eleições contabiliza mais 13,1 mm, enquanto a segunda-feira reserva 2,8 mm, mantendo 91% de chance de precipitação. Ao todo, somando os cinco dias consecutivos, o acumulado no município pode ultrapassar a marca de 170 mm.
Temperaturas amenas e variação térmica
Com a predominância de céu encoberto ao longo de todo o período, as temperaturas se mantêm amenas na região. As máximas oscilam entre 16ºC e 21ºC, sendo este último patamar registrado na sexta-feira. No domingo, os termômetros não ultrapassam os 16ºC, e a segunda-feira amanhece com mínima prevista de 11ºC, marcando o momento mais frio de toda a sequência.
Aviso oficial de temporais e ventos fortes
A Epagri/Ciram emitiu um aviso formal destacando a ocorrência de chuvas intensas e temporais isolados, acompanhados por incidência de raios, rajadas fortes de vento e queda de granizo. Na quinta-feira, os riscos concentraram-se no Extremo Oeste, Oeste e Meio-Oeste. Já na sexta e no sábado, a instabilidade avança e atinge diretamente o Planalto Norte — onde se localiza Papanduva —, além do Alto Vale do Itajaí.
O cenário adverso é motivado pela atuação de áreas de baixa pressão atmosférica localizadas sobre o Oeste catarinense, somadas à formação e ao avanço de uma frente fria pelo Sul do país entre a sexta e o sábado.
Conforme explicou a meteorologista Gilsânia Cruz, o perigo de temporais se espalha pelas demais regiões de Santa Catarina, mas é maior no Oeste e no Norte do Estado.
