Polícia Federal esclarece situação de Flávio Bolsonaro após viagem
A Polícia Federal confirmou na última quarta-feira (28) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não tem mandado de prisão expedido contra si e não figura como foragido da Justiça.
Viagem para os Estados Unidos
O posicionamento da corporação veio a público após o parlamentar embarcar rumo a Miami, nos Estados Unidos, na companhia da esposa e de duas filhas. O deslocamento ocorreu na sequência de uma determinação judicial que impôs restrições aos documentos de viagem do político e vetou sua saída do país.
Restrições e passaportes
Conforme dados divulgados pela corporação, um pedido de medidas cautelares foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) no domingo (25). O documento pedia a apreensão de passaportes, a proibição de deixar o território nacional e o impedimento de contato com demais investigados.
Em decorrência da ordem judicial, os passaportes diplomático e comum do senador foram invalidados, e o sistema SONAR recebeu um alerta migratório. A intimação para a entrega de eventuais documentos de outras nacionalidades ocorreu na manhã de segunda-feira (26), com prazo de 24 horas, o qual não foi atendido, segundo a instituição. Além disso, os registros oficiais de controle migratório nos postos brasileiros não apontaram a saída do parlamentar.
Investigações em andamento
A nota oficial ressalta que a falha na entrega dos documentos de viagem não configura, por si só, situação de foragido, tampouco legitima a emissão imediata de mandado de prisão ou outras medidas cautelares. A instituição segue apurando as circunstâncias do descumprimento das ordens judiciais dentro dos limites da lei.
O trâmite do inquérito principal ocorre no STF e envolve apurações sobre suposta lavagem de dinheiro ligada ao parlamentar e ao advogado Willer Tomaz. O senador também é alvo de menções em apuração sobre o financiamento da produção cinematográfica “Dark Horse”, focada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. As apurações não representam condenação, e a defesa do político nega a existência de irregularidades.
As diligências acerca da desobediência às ordens da Justiça continuam ativas, enquanto a situação jurídica do senador permanece sem ordens de prisão decretadas.

