“Política não é balcão de negócios”, desabafa Jeferson Chupel ao criticar pedidos de favores por voto
Candidato a deputado estadual pelo PDT publicou vídeo em tom de protesto contra práticas eleitoreiras e defendeu foco em propostas para Santa Catarina.
O candidato a deputado estadual Jeferson Chupel, conhecido popularmente como Jefinho (PDT), publicou um vídeo nas redes sociais nesta terça-feira (29) com fortes críticas à cultura do “toma lá, dá cá” durante o período de campanha eleitoral. No desabafo, o postulante a uma vaga na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) manifestou cansaço em relação a eleitores que condicionam o apoio político ao recebimento de vantagens imediatas, como dinheiro ou combustível.
Entre os exemplos citados por Jefinho, estão situações cotidianas de campanha em que a colocação de material gráfico é negociada. “Dá um pouco de gasolina para mim, para ganhar um adesivo no meu carro”, relatou o pedetista, exemplificando a postura com a qual diz se deparar frequentemente nas ruas.
Em tom enfático, o candidato afirmou que a função de um representante público não se confunde com assistencialismo de ocasião:
“Chega! Não aguento mais gente me pedindo coisas em troca de voto. Não é para isso que político serve. É gente me pedindo dinheiro, gasolina. Gente, pelo amor de Deus, a política não é um balcão de negócios.”
Embora tenha ressaltado que compreende as dificuldades econômicas e as carências enfrentadas pela população, Jefinho alertou para o ciclo prejudicial gerado pelo clientelismo. Segundo ele, trocar apoio por benefícios individuais impede melhorias estruturais para a sociedade catarinense.
“Eu entendo as dificuldades de cada pessoa. Sei que muita gente precisa de ajuda. Mas se a gente continuar trocando política por favor, o que muda de verdade? O político ganha o voto e o povo continua esperando”, pontuou.
Ao final da mensagem, o candidato reforçou seu posicionamento programático e convocou os eleitores a refletirem sobre os critérios de escolha nas urnas: “Eu quero uma política diferente, uma política que respeite os catarinenses. Eu quero uma política de trabalho e que olhe para o futuro. Porque voto não se compra, voto se conquista com trabalho, honestidade e transparência”.


