Produtor de fumo denuncia abandono ao produtor rural e cobra ação da Prefeitura em Santa Terezinha
Há quatro meses esperando por pedras, agricultor relata prejuízos à safra, dificuldades para o transporte escolar e alagamentos constantes na localidade do Rio da Anta.
O descaso com um produtor rural em Santa Terezinha, voltou a ser alvo de críticas no município. Nesta semana, o Jornal Primeira Página SC recebeu o relato contundente do produtor de fumo Olandívio Schimanski, morador da localidade de Rio da Anta, que denuncia a falta de providências da Prefeitura para auxiliar na recuperação da estrada utilizada para o escoamento da safra e deslocamento das famílias da região.
Segundo Olandívio, o problema não é novo. Há cerca de quatro meses, ele vem solicitando uma simples, porém essencial, melhoria: uma viagem de pedra para garantir condições mínimas de trafegabilidade. Apesar das inúmeras cobranças e pedidos, nada foi feito até agora.
“Estamos lutando para a Prefeitura mandar uma viagem de pedra aqui na estrada, mas eles não trazem. Essa novela já se arrasta há quatro meses”, desabafa.
A situação se agrava em dias de chuva. De acordo com o produtor, quando o tempo está seco ainda é possível sair com dificuldade, mas basta chover para a estrada se tornar completamente intransitável.
“Dia de chuva não tem santo que tire qualquer veículo daqui. Nem de moto sobe. Se chover, acabou-se”, relata.
Além dos prejuízos à produção agrícola, o problema afeta diretamente a rotina da família. O filho de Olandívio, por exemplo, precisa caminhar cerca de 500 metros a pé para conseguir chegar à escola, já que nenhum veículo consegue subir a estrada em dias chuvosos.
A vereadora Marília, citada pelo produtor, tem acompanhado o caso e intermediado os pedidos junto ao poder público. Segundo Olandívio, ela tem sido presença constante nas cobranças, mas sem sucesso até o momento. O vereador Evaldo Bauer também já fez pedidos ao executivo para realização deste serviço.
“A Marília tenta, fala, corre atrás faz tempo, três, quatro meses, e nada de pedra. A gente avisa, cobra, mas dizem que não põem. A gente não entende por quê”, questiona.
Outro problema grave apontado é a falta de drenagem. Sem escoamento adequado, a água da chuva invade o rancho da propriedade.
“Quando chove, vem tudo pra dentro do rancho. Uma pancadinha de chuva já traz toda a água pra cá. O rancho era só pra parar, mas olha a situação que fica”, lamenta.
Com a proximidade do período de retirada do fumo, a preocupação aumenta. Caminhões não conseguem acessar a propriedade, obrigando o produtor a transportar a safra manualmente ou depender da ajuda de vizinhos.
“Daqui a pouco os caminhões vêm buscar o fumo e não descem. Aí eu tenho que sofrer, carregar a safra pra cima, pedir ajuda de vizinho, porque caminhão não entra por causa da estrada”, afirma.
O trecho problemático fica a cerca de um quilômetro da casa do fiscal de estradas, o que torna o abandono ainda mais revoltante para quem depende diariamente da via, algumas pessoas afirmam a situação como possível perseguição política.
O relato de Olandívio Schimanski expõe uma realidade enfrentada por muitos agricultores: a falta de infraestrutura básica, que compromete a produção, a educação e a dignidade das famílias rurais. Fica o apelo para que o poder público municipal saia do discurso e transforme promessas em ações concretas. Afinal, estrada boa não é favor é direito de quem produz e sustenta a economia do município.

