Raio-X da Política
É Pracabar
O povo de São Bento do Sul anda assistindo a um espetáculo que ninguém pediu para ver: a queda de braço entre Executivo e Legislativo. Uma disputa que, na prática, não enche buraco de rua, não resolve fila de exame e muito menos melhora estrada do interior. Até porque bater na mesa, levantar a voz e posar de valente pode até render manchete, mas não resolve problema nenhum. Falta às vezes o básico da política: bom senso, diálogo e aquele velho “por favor” que parece ter sumido da praça. Quando a briga vira rotina, quem paga a conta é sempre o contribuinte. E isso… é pracabar.
Magrão
O secretário de Obras de São Bento do Sul, Luiz Neuri, Magrão (PL), confidenciou que seu nome foi colocado à disposição do partido como pré-candidato a deputado estadual. Mas, como política não é fila de padaria onde quem chega primeiro leva ele prefere esperar a palavra final do governador Jorginho Mello. O problema é que no PL tem mais pretendente do que cadeira disponível. Enquanto isso, Magrão já deixa claro: que volta para sua cadeira na Câmara de Vereadores.
Luiz da Luz
E se Magrão resolver reassumir a vaga no Legislativo, quem dança é o suplente Luiz da Luz (PL). Política tem dessas ironias: a cadeira que hoje é de um, amanhã volta a ser do outro. Luiz da Luz, diga-se de passagem, aproveitou bem o tempo que teve na Câmara e mostrou que tem fôlego político para voltar quando aparecer nova oportunidade. Em política, quem não some do mapa sempre acaba voltando para o jogo.
SAMAE
O SAMAE de São Bento do Sul tem mostrado que autarquia pública não precisa viver apenas de abrir e fechar registro de água. Nos últimos tempos a entidade tem apostado em ações sociais e ambientais que surpreendem até os mais céticos. O presidente Osvalcir Peters e sua equipe vêm mostrando que gestão pública pode ir além do básico. Quando há vontade de fazer, o resultado aparece algo que muitos órgãos públicos ainda precisam descobrir.
Comemorando
Em Papanduva, o prefeito Tafarel Schons tem motivos para comemorar. A nova ponte de concreto na comunidade de Rio Seco saiu do papel e virou realidade com investimento de quase R$ 700 mil. Mais segurança, mais mobilidade e menos dor de cabeça para quem depende da estrada. E o detalhe: essa é apenas uma das 17 pontes previstas no famoso “kit pontes” que o município conseguiu. Se continuar nesse ritmo, Papanduva vai virar referência quando o assunto é infraestrutura rural.
Agrofest X Festa do Pirogue
Mas em Papanduva também surgiu um debate curioso. Muita gente questionando por que a tradicional Festa do Pirogue não foi incorporada à Agrofest, que já tinha nome consolidado. Nos bastidores, alguns acreditam que o prefeito preferiu seguir a receita que deu certo em Major Vieira, com a criação da Festa do Canudinho de Abóbora. Parece que agora cada cidade quer ter a sua própria iguaria oficial. Se continuar assim, Santa Catarina vai virar o estado com mais festas gastronômicas por quilômetro quadrado do país.
Mais Visão Brasil
Em Monte Castelo, as agentes comunitárias de saúde participaram de um treinamento promovido pelo Instituto Mais Visão Brasil. A iniciativa prepara as profissionais para levar atendimento oftalmológico à população. Pode parecer simples, mas muita gente no interior descobre problema de visão apenas quando o mundo já está todo embaçado. Programas assim mostram que prevenção ainda é o melhor remédio e também o mais barato.
Rafael Jientara
O novo presidente da Câmara de Monte Castelo, vereador Rafael Jientara (Podemos), parece ter chegado com disposição para mexer na engrenagem da casa. Conversas com servidores, tentativa de modernizar o funcionamento e promessa de sessões mais dinâmicas. Em outras palavras: quer dar uma nova cara ao Legislativo. Rafael nunca foi de ficar parado, o rapaz sempre busca o melhor.
Recursos
Santa Terezinha tem visto recursos pingando de várias fontes. Muito fruto do trabalho da prefeita Valquiria Schwarz e da articulação dos vereadores na busca por emendas. Claro que dinheiro nunca é suficiente para tudo que precisa ser feito, mas quando Executivo e Legislativo puxam a carroça na mesma direção, o município anda mais rápido. O problema é quando cada um resolve puxar para um lado diferente, ai coisa desanda.
Jogando junto
Aliás, em Santa Terezinha algo raro na política tem chamado atenção: vereadores de partidos diferentes comemorando conquistas uns dos outros. Curtida, compartilhamento e elogio público. Pode parecer detalhe, mas em tempos de polarização política isso soa quase revolucionário. Afinal, reconhecer o trabalho do colega não arranca pedaço de ninguém.
Estradas
Quem conhece o interior sabe: estrada rural é um ralo sem fundo para dinheiro público. Chove, estraga; arruma, chove de novo. Pedra, máquina, diesel, equipe… tudo isso custa caro e precisa ser feito repetidas vezes. Por isso, buscar recursos para pavimentação é essencial. Caso contrário, o município passa a vida inteira enxugando gelo ou melhor, patrolando barro.
Ouvidoria
Uma ideia que poderia render bons frutos em Santa Terezinha seria a criação de uma ouvidoria pública municipal. Um canal direto para a população registrar problemas, reclamações e sugestões. Hoje, com tecnologia, isso poderia funcionar até via WhatsApp. Além de aproximar governo e cidadão, ajudaria a identificar gargalos no atendimento público. Porque às vezes o problema não é falta de solução… é falta de alguém escutar.

