Raio-X da política
Ideologia Partidária: espécie em extinção
Antigamente dizem os mais nostálgicos política tinha lado, bandeira, discurso e até coerência. Hoje, a tal da ideologia partidária virou peça de museu: ninguém usa, mas todo mundo jura que ainda existe. O que reina mesmo é o projeto político pessoal, aquele que cabe em qualquer sigla, desde que sirva ao momento. Trocar de partido virou rotina. Não é mais mudança, é turismo ideológico. Tem político que faz bate-volta da esquerda para a direita mais rápido que troca de camisa e sem sequer avisar o eleitor, que convenhamos, só descobre depois… se descobrir. No fim das contas, política no Brasil deixou de ser vocação para virar profissão. E das mais estáveis.
Zé Povinho: o tribunal da incoerência
Me recordo que ex-vereadora Carla Hofmann virou, foi julgada e praticamente crucificada por uma licitação cancelada para compra de um veículo para Câmara. Cancelada, diga-se. Nem aconteceu. Enquanto isso, hoje se fala em licitações milionárias com uma naturalidade impressionante. E o silêncio? Ensurdecedor. Mas o “Zé Povinho” esse personagem fiel da política ainda prefere discutir diária de viagem e, se bobear, o sexo dos anjos. Escândalo grande cansa. Pequeno diverte. É o fim dos tempos
Convênios no tranco
Em São Bento do Sul, tem servidor público que ainda não entendeu muito bem como funcionou o corte de convênios. A medida pode até ser correta e provavelmente é, mas execução aos trancos e barrancos só gera mais problema do que solução. Planejamento, ao que parece, continua sendo artigo de luxo.
Cafezinho indigesto
Se tiver reunião com café, melhor separar as mesas. O vereador Vilson Silva (PL) e a vereadora Cátia Friedrich (PSD) não devem compartilhar a mesma xícara tão cedo. Uma fala “sem endereço” acabou encontrando destino certo: o ego. E, como todo mundo sabe, ego ferido em plenário costuma render mais capítulos que novela.
Estrada Boa… na teoria
O programa Estrada Boa Rural, com seus R$ 8 milhões em jogo, está na Câmara de São Bento do Sul. A proposta é boa. Mas tem um detalhe inconveniente: fiscalização. Porque aprovar é fácil. Difícil é ver vereador acompanhando obra, conferindo execução e sujando o sapato no barro. Ultimamente, a presença nos canteiros de obra anda tão rara quanto ideologia partidária.
Cansaço ou realidade?
O prefeito Antônio Tomazini já foi aquele vereador combativo, cheio de energia e disposto a brigar por melhorias. Hoje fofocas, brigas políticas e problemas em obras, até o mais animado perde o fôlego. E não é difícil entender quem diga, com certa razão, que “a política é nojenta”. Talvez não seja a política em si. Talvez sejam os políticos. Ou o sistema. Ou tudo junto.
Concurso: quando a máquina anda
Enquanto alguns tropeçam, outros seguem o básico bem feito. A Prefeitura de Campo Alegre lançou o Concurso Público nº 02/2026, abrindo vagas em diversos níveis. Sem polêmica, sem briga, sem novela. Só gestão. Curioso como isso, hoje em dia, parece exceção.
De volta ao jogo
Cezar Santos, o “Cezinha”, já dá sinais de que pode voltar à política em Papanduva em 2028. Experiente, tradicional e, ao que tudo indica, ainda com apetite. Porque na política, meu caro, ninguém se aposenta. Só aguarda a próxima oportunidade.
Selo Ouro (sim, ainda existe reconhecimento sério)
Papanduva recebeu do SEBRAE o Selo Ouro em atendimento pela Casa do Empreendedor. Um reconhecimento justo, fruto de trabalho consistente. Nem tudo está perdido mas também não é regra.
Recado sem rodeio
Os vereadores de Papanduva fizeram o que se espera deles: cobraram. E cobraram certo. Posto de saúde com banheiro precário e paciente esperando sob sol e chuva não é detalhe é vergonha. E quando o Legislativo fala disso, está falando da vida real, não de discurso.
Monte Castelo fazendo a lição de casa
Entre recursos para a melhor idade, compra de maquinário e ações na saúde, Monte Castelo mostra um raro exemplo de continuidade administrativa. Sem muito barulho, mas com entrega. Às vezes, é disso que a população precisa menos discurso e mais resultado.
Sessão maratona: alguém assistiu até o fim?
Três horas e meia de sessão em Santa Terezinha. Um feito. Mas fica a dúvida sincera: alguém acompanhou tudo? Porque, convenhamos, se nem quem está lá dentro aguenta às vezes, imagina o cidadão comum. Talvez seja hora de discutir produtividade, não duração.
O desafio continua
Santa Terezinha mostrou força na busca por recursos em 2025. Agora vem a parte mais difícil: manter o ritmo. Buscar verba é importante. Fazer ela virar resultado é o que realmente conta. Porque promessa enche discurso. Obra pronta, essa sim, enche os olhos.
