Raio-X da Política
DANÇA DAS CADEIRAS
O prefeito Tomazini resolveu mexer nas peças do tabuleiro e exonerou alguns comissionados. Resultado? Tem gente dormindo com um olho aberto e o outro no Diário Oficial. A maior surpresa ficou por conta da saída de Barbara Simone da Silva da presidência da Fundação Cultural, justamente quando vinha sendo apontada como alguém que fazia um bom trabalho. Nos bastidores, a conversa é que Barbara teria perdido a queda de braço para aqueles que o prefeito prefere ouvir.
DANÇA DAS CADEIRAS II
Três cargos vagaram e, como manda a tradição, o telefone de alguns começou a tocar e o currículo de outros já deve estar aquecendo a impressora. Tem gente fazendo fila na porta do gabinete. Mas, em certos governos, currículo é apenas o primeiro documento da pasta. O segundo, dizem, é o famoso “quem indicou?”. E esse costuma pesar bastante na balança.
DANÇA DAS CADEIRAS III
E quem acha que a dança acabou pode preparar a pipoca. Nos corredores da Prefeitura, já circulam especulações sobre novas mudanças. O alvo, segundo comentários de bastidores, seriam alguns desafetos da chamada “turma de cima”. O problema é que existe uma diferença importante entre cargo comissionado e servidor concursado: o primeiro pode receber um bilhete de saída; o segundo continua ali no dia seguinte.
AUSÊNCIA DE CAMPANHA VISUAL
Quem percorre o Planalto Norte nesta eleição percebe uma mudança curiosa: as ruas estão bem menos coloridas politicamente. Em alguns municípios, quase não se vê material eleitoral. No Vale do Itajaí, a história parece diferente, com candidatos disputando cada espaço disponível para divulgar seus nomes. Nos velhos tempos das placas, era praticamente impossível atravessar uma rua da região sem encontrar uma fotografia sorridente prometendo mudar o mundo.
ASSUSTADO
Um deputado estadual que esteve recentemente em São Bento do Sul teria ficado surpreso ao observar as intervenções realizadas na Avenida São Bento. E não teria parado por aí: outras obras também teriam chamado sua atenção. A pergunta que ficou no ar foi simples e incômoda: quem está fiscalizando tudo isso? Fiscalizar depois que foi feito é que costuma dar trabalho.
ELEIÇÃO PARA O SENADO
Faltam duas semanas para a eleição e a disputa pelas duas cadeiras ao Senado promete movimentar os bastidores. Tem eleitor que vai pelo nome, outro pelo histórico, outro pela legenda e aquele grupo que decide na última conversa de WhatsApp. No fim das contas, muita gente quer saber quem leva. Confesso: até este colunista está curioso para descobrir quem vai sair da urna direto para Brasília.
RECLAMAÇÕES
Tem candidato reclamando que o dinheiro prometido não chegou, que o recurso encolheu, que o combinado mudou e que a campanha ficou mais apertada do que esperava. Faz parte da vida real da política. Mas agora não adianta ficar chorando pelo dinheiro que não veio. A urna não aceita boleto, justificativa nem pedido de desculpas. Tem campanha franciscana e tem campanha com estrutura. No final, cada um terá de trabalhar com o que tem porque a reta final já está batendo na porta.
A CHUVA CHEGOU
Em Papanduva, a chuva veio forte, mas encontrou um trabalho preventivo já realizado. A limpeza e o desassoreamento do Rio Papanduva ajudaram no escoamento durante as chuvas intensas da última sexta-feira. Segundo as informações divulgadas, no pico da chuva a capacidade de drenagem utilizada ficou em aproximadamente 50%. Moral da história: prevenção não rende tanta fotografia quanto inauguração, mas quando o céu desaba é ela que pode fazer a diferença.
O COMBINADO NÃO SAI CARO
Na localidade de Rio do Ouro, em Santa Terezinha, moradores questionam uma possível mudança no traçado da ligação entre a Serra da Cangalha e o Morro do Rio. Segundo relatos da comunidade, o trecho inicialmente discutido teria cerca de 2,5 quilômetros, mas uma alteração poderia elevar o percurso em aproximadamente 10 quilômetros. A pergunta dos moradores é direta: quem será beneficiado com esse aumento? Porque, em política, quando o caminho fica quatro vezes maior, alguém sempre quer saber quem decidiu aumentar a estrada e por quê.
DESCULPA
Tem vereador em Santa Terezinha que precisa aposentar a velha desculpa de que “a administração passada não fez”. A frase já virou espécie de coringa político: serve para explicar buraco, obra atrasada, problema antigo e até aquilo que ainda nem aconteceu. O curioso é que muitos chegaram ao poder prometendo justamente fazer aquilo que o governo anterior não fez. Agora, alguns estão na base da atual administração e têm espaço político para cobrar e tentar resolver. Então fica a pergunta: até quando a gestão passada continuará sendo culpada pelo que acontece na atual? Porque o eleitor pode até esquecer nomes, mas dificilmente esquece quando percebe que a desculpa mudou de endereço, mas continua sendo a mesma.

