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Raquel Lyra cobra regulação da internet e aponta violência política

Raquel Lyra cobra regulação da internet e aponta violência política

Única mulher a vencer a disputa governamental já no primeiro turno, Raquel Lyra (PSD) garantiu mais quatro anos à frente do governo de Pernambuco. Após a vitória nas urnas, a chefe do Executivo estadual fez um balanço do processo eleitoral e relatou ter enfrentado um cenário de forte agressividade. “Fui uma das mulheres mais violentadas do Brasil”, desabafou.

Caminhos administrativos e relações políticas

Questionada sobre a corrida presidencial e a ausência de alinhamento formal no primeiro turno, a gestora destacou a relação institucional com o Palácio do Planalto. Ela ressaltou que mantém gratidão e reconhecimento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelos investimentos direcionados ao território pernambucano, independentemente do alinhamento partidário.

Em relação ao desgaste decorrente da movimentação política na reta final, a governadora evitou aprofundar conflitos e reforçou o foco em pautas prioritárias para o estado. “Devo ir a Brasília muito em breve com meus projetos debaixo do braço para pedir recursos e firmar projetos pactuados que precisam sair do papel, como o metrô do Recife e a Transnordestina”, declarou. Sobre um eventual cenário com a oposição na presidência, ela reiterou a capacidade histórica de dialogar com diferentes correntes para evitar o isolamento regional.

Críticas à violência digital e aos métodos de campanha

O debate eleitoral pernambucano também foi marcado por polêmicas e cortes de vídeos que circularam nas redes sociais. Ao comentar a repercussão de declarações passadas, a governadora defendeu que houve descontextualização e apontou um tratamento diferenciado entre gêneros na política.

Para a gestora, a ausência de controle sobre a atuação de perfis automatizados prejudica a lisura do processo democrático e exige respostas enérgicas do poder público. “Identificamos mais de mil robôs fazendo campanha contra nós e gabinetes de ódio. Precisamos lutar no Brasil para que isso seja regulamentado”, alertou.

Instituições e o futuro do país

Por fim, a governadora avaliou que o cenário político nacional sofre com a sobreposição de atribuições entre os diferentes órgãos de controle e de justiça. Na visão da líder estadual, o foco das discussões públicas precisa retornar aos problemas reais da população e aos projetos de desenvolvimento sustentável.

“Não vale tudo na política, o Brasil precisa discutir futuro… Está confuso o papel do Congresso, TSE, STF, TJ e TCE. Está uma confusão e não sabemos a quem recorrer”, pontuou.

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