Maranhense que mora em Santa Catarina critica votos no Nordeste para Lula
A moradora de Bombinhas, em Santa Catarina, Layne Amaral, utilizou suas redes sociais para criticar o apoio expressivo dado ao presidente Lula (PT) na região nordestina durante o primeiro turno das eleições. Em uma gravação de pouco mais de dois minutos e meio publicada em seu perfil no Instagram, a maranhense questionou as escolhas eleitorais dos compatriotas de sua terra natal.
Críticas ao PT e justificativa para a mudança
No material audiovisual, a influenciadora expressou indignação com a manutenção do apoio partidário na região. “Não entra na minha cabeça, gente. Como que o nordestino ainda tem coragem de sair das suas casas e dar mais um voto de confiança nessa m***a de PT?”, questiona ela logo no início.
A autora do vídeo revelou ter deixado o Maranhão há nove anos em busca de melhores condições de vida no litoral catarinense. “Deixei minhas raízes, deixei minha mãe, deixei meus amigos, tudo pra trás e vim em busca de uma oportunidade melhor em Santa Catarina, de um emprego melhor, de uma segurança melhor”, diz. “Se lá fosse tão bom, eu estaria lá perto da minha mãe.”
Violência e êxodo regional
Durante o desabafo, a criadora de conteúdo argumentou que a permanência prolongada da legenda no poder federal não resultou em transformações estruturais significativas para os estados nordestinos. “Se o PT fosse tão bom assim, o Nordeste não teria o maior índice de violência do Brasil”, defendeu, rebatendo argumentos baseados em programas sociais.
O fluxo migratório em direção à região Sul também foi abordado como reflexo das dificuldades locais. “Sabe por que que não fica lá? Pelo mesmo motivo que eu não fiquei. Não tem educação que preste, não tem saúde que preste, não tem emprego, principalmente emprego”, afirma. Em seguida, completa: “Então volta pra lá, fica lá”.
Dados econômicos e repercussão
Para fundamentar seus argumentos, a moradora de Santa Catarina compartilhou dados estatísticos adicionais nos stories do Instagram, incluindo levantamentos do IBGE que apontam o Maranhão com a menor renda domiciliar per capita do país em 2025, registrada em R$ 1.219 mensais, frente à média nacional de R$ 2.316.
Ela também abordou o cenário político nacional ao exibir o mapa de votação da disputa presidencial, além de relatar que o posicionamento público resultou na perda de seguidores na plataforma digital. Encerrando a manifestação, defendeu a alternância de poder diante da falta de avanços práticos. “Entrou, não atendeu as necessidades do povo brasileiro, rua. E é assim que tem que ser”, diz, antes de concluir: “Lula já deu, Lula nem é mais uma opção”.



