Secretaria de Saúde de Santa Terezinha é alvo de críticas após divergências sobre transporte e relatos de atrasos em atendimentos
Nesta terça-feira (18), a Secretaria de Saúde de Santa Terezinha voltou ao centro das atenções após a manifestação de um morador que relatou sua insatisfação com o atendimento recebido. Segundo ele, houve divergências relacionadas à solicitação de transporte para acompanhamento de uma paciente em outro município.
De acordo com o relato, o transporte solicitado teria como destino Blumenau. O secretário de Saúde, João Eduardo Fernandes, contestou as acusações e apresentou justificativas, destacando que a consulta da paciente seria particular e realizada em Jaraguá do Sul. Mesmo diante das discordâncias, ambas as partes confirmaram que um veículo foi disponibilizado para o deslocamento até Blumenau.
O caso levantou questionamentos sobre a legalidade e os critérios utilizados para oferecer transporte em situações de consultas particulares, prática cujo amparo administrativo e normativo ainda gera dúvidas entre a população.
Após a repercussão do episódio, outros moradores passaram a relatar, por meio de redes sociais e diretamente à redação, situações envolvendo a pasta da Saúde. Entre os depoimentos, uma munícipe afirmou enfrentar atraso de quase dois anos para a realização de uma biópsia considerada urgente após a identificação de nódulos. Segundo ela, desde então, não houve avanço no agendamento do procedimento.
Outro relato recebido destaca a espera de aproximadamente dez meses por uma tomografia para uma criança com problema na perna. O responsável afirma ter procurado a unidade de saúde diversas vezes, sem retorno concreto sobre a liberação do exame.
Além dos comentários enviados pelos moradores, um áudio que circula nas redes sociais e chegou à redação também chamou atenção. No conteúdo, uma profissional da área da saúde explica que o município está atualizando sua lista de medicamentos essenciais documento cuja última versão seria de 2018. Segundo ela, a revisão consideraria fatores como custo, disponibilidade e demanda dos pacientes.
No áudio, a profissional menciona ainda que, devido à falta de recursos, alguns medicamentos deixariam de integrar a lista atualizada. Entre eles, cita o Venvanse, justificando que o município estaria adotando medidas de contenção de gastos e que não haveria verba disponível para reposição de determinados itens nos últimos meses.

