Silvio Dreveck destaca impacto da Via Mar para o setor produtivo
Pré-candidato a deputado estadual acompanhou o anúncio do primeiro lote da maior obra rodoviária de SC
A saturação da BR-101 chegou a um ponto insustentável e a omissão federal obrigou Santa Catarina a assumir as rédeas da própria infraestrutura. A avaliação é do ex-secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços e pré-candidato a deputado estadual, Silvio Dreveck (PP).
Presente nesta quarta-feira (24) no lançamento do edital do primeiro lote da Via Mar, a maior obra rodoviária da história de SC, Dreveck definiu a atitude do Governo do Estado não apenas como um marco de engenharia, mas como um gesto de sobrevivência econômica. “É uma obra que pertencia, evidentemente, ao Governo Federal. Mas como o Governo Federal não faz, o Governo de Santa Catarina, o governador Jorginho Mello, decidiu fazer essa parceria público-privada, porque está estrangulada, está congestionada, está colapsada a BR-101, desde Piçarras até Porto Belo”, declarou Dreveck, apontando para o gargalo que há anos asfixia o setor produtivo.
Conhecedor da engenharia orçamentária do setor público, o ex-secretário explicou a lógica de fatiar a rodovia e revelou um detalhe estratégico do traçado. “O primeiro trecho fica nesta região que está mais congestionada, que envolve Itajaí, Itapema e Balneário Camboriú, e depois as outras etapas vão sendo realizadas. É uma via que vai correr paralelamente à BR-101, mais para o lado do continente e não do lado das praias, até por conta de indenizações”, detalhou.
A postura realista de Dreveck sobre a entrega da rodovia ecoou o sentimento de quem vive o dia a dia da logística catarinense. “Estamos muito confiantes de que agora vai acontecer aos poucos. Obviamente, não tudo de uma vez. Mas vai ser realizada esta grande obra para todos os catarinenses: aqueles que usam os veículos para o seu trabalho e aqueles que usam caminhões para transporte”, resumiu.
“Respeito a quem produz”
A urgência descrita por Dreveck deu o tom do discurso do governador Jorginho Mello durante a cerimônia, realizada em Itajaí. Ao assinar a liberação da licitação para o trecho inicial orçado em cerca de R$ 2,2 bilhões, o chefe do Executivo colocou a mobilidade como um dever moral do Estado para com o pagador de impostos.
“É um dia histórico. Nós estamos dando hoje início a um novo tempo em Santa Catarina”, cravou Jorginho Mello. “A Via Mar vem para desafogar toda essa região que não aguenta mais depender da BR-101. Nossa população merece respeito, quem produz no nosso estado merece respeito. E respeito é ter por onde circular com segurança, é ter por onde escoar a produção de maneira rápida, ágil e sem filas gigantescas. E a Via Mar é isso: progresso, respeito e desenvolvimento.”
O traçado do “Lote 4”
O pontapé inicial comemorado pelas lideranças abrange o chamado Lote 4. Serão 25,7 quilômetros de extensão ligando a SC-486, em Itajaí, à SC-414, no limite entre Luiz Alves e Navegantes. Por cruzar artérias de tráfego já sobrecarregadas, como a BR-470 e a Rodovia Jorge Lacerda (SC-412), o trecho exigirá alta complexidade: estão previstas quatro pontes, quatro viadutos e três grandes obras de contenção.
Quando totalmente concluída, a Via Mar terá 145 quilômetros, ligando o Contorno Viário da Grande Florianópolis a Joinville, com um custo estimado superior a R$ 7 bilhões. A rodovia terá padrão de autoestrada (Classe 0), com três pistas em cada sentido, poucas interseções e velocidade máxima de 120 km/h. O prazo para as empresas apresentarem propostas na licitação integrada é de 90 dias, encerrando-se em 21 de setembro.
Foto: Roberto Zacarias/SecomGOVSC
