“Use roupas pretas”: educação de São Bento do Sul organiza ato de protesto
Categoria da educação promete união contra projeto que reduz férias dos professores
Servidores públicos da educação de São Bento do Sul devem realizar nesta segunda-feira, dia 11 de maio no sindicato as 18:30, um ato de protesto contra medidas da administração do prefeito Antonio Tomazini. A mobilização ocorrerá sem prejudicar o andamento normal das atividades nas unidades escolares.
O movimento ganhou força após o encaminhamento a Casa de Leis da PL 240/2026, proposta que altera o período de férias dos professores da rede municipal, reduzindo de 45 para 30 dias. A medida provocou forte reação entre os profissionais da educação, que alegam falta de diálogo e desvalorização da categoria.
Com o slogan “Use roupas pretas. Uma educação de qualidade se faz com valorização e reconhecimento dos seus profissionais”, a mobilização pede que os educadores compareçam vestidos de preto, em sinal de luto pela educação pública municipal.
A campanha também traz mensagens como “A educação de São Bento do Sul pede socorro” e “Por uma educação forte, invista em quem faz a diferença”, reforçando o apelo por respeito, reconhecimento, condições dignas e investimento na área.
Segundo integrantes do movimento, o protesto também busca o apoio dos vereadores, principalmente os cinco vereadores ligados à área da educação que atualmente ocupam cadeiras no Legislativo municipal: Cátia Friedrich (PSD), Luiz Neri Pereira Magrão (PL), Rodrigo Vargas (PP), Zuleica Voltolini (PP) e Diego Niespodzinski (MDB).
De acordo com os organizadores, o objetivo é mostrar que a categoria está unida, independentemente de posicionamentos partidários. Professores e servidores afirmam que há insatisfação crescente dentro da rede municipal e criticam o que consideram uma distorção da realidade por parte de alguns meios de comunicação.
“Precisamos mostrar nossa insatisfação e, acima de tudo, a nossa união nessa causa. Os meios de comunicação estão distorcendo os fatos, alegando que a maioria dos professores não está descontente e apoia essas decisões, o que sabemos que não representa a realidade”, destaca um dos textos compartilhados pelos organizadores.
Além do protesto desta segunda-feira, já começam a surgir discussões sobre uma possível paralização da educação municipal, caso não haja avanço nas negociações e diálogo com o governo.


