Na tribuna, vereadora Andriely Okopniki critica “guerra de postagens” e cobra responsabilidade política em Santa Terezinha
Durante uso da palavra livre na sessão legislativa, parlamentar do PSD alertou sobre os trâmites da administração pública, rechaçou o uso de eventos climáticos para autopromoção e destacou investimentos na escola de Rio da Anta.
O papel das redes sociais na política local, a politização de desastres climáticos e a diferença entre o anúncio de recursos públicos e a sua efetiva aplicação foram os temas centrais do discurso proferido pela vereadora Andriely Okopniki (PSD). A parlamentar fez uso da palavra livre durante a sessão da Câmara de Vereadores de Santa Terezinha realizada nesta segunda-feira (26), alertando para os riscos de transformar a prestação de serviços à comunidade em disputa por curtidas e ressaltando que a gestão pública exige respeito a etapas legais, e não soluções mágicas.
Andriely iniciou sua fala contextualizando a rapidez com que episódios cotidianos —especialmente ocorrências causadas por intempéries e estragos em estradas são convertidos em acusações imediatas na internet. Ela frisou que cobrar e fiscalizar são direitos inegociáveis dos cidadãos e deveres dos agentes públicos, mas pontuou que ataques superficiais não trazem avanços para o município.
“Nenhum vereador controla o tempo, nenhum prefeito consegue impedir uma tempestade, nenhum município está livre dos estragos causados por eventos climáticos. O que podemos e devemos fazer é trabalhar para prevenir, buscar soluções, cobrar providências e atender as pessoas da melhor maneira possível”, afirmou, condenando a postura de quem tenta lucrar politicamente com o sofrimento alheio.
A parlamentar também direcionou críticas a posturas no próprio ambiente político, reprovando atitudes de quem pouco acompanha a execução das frentes de trabalho, mas tenta assumir a paternidade de obras em dias de sessão legislativa ou por meio de vídeos nas redes sociais.
Entre o anúncio e a execução: os prazos legais da máquina pública
Outro ponto de destaque no pronunciamento foi a cobrança da população sobre verbas e maquinários anunciados que tardam a chegar à rotina dos munícipes, a exemplo de promessas de caminhões-pipa e ofícios de repasses que sequer constam nas contas do Executivo. Andriely declarou considerar legítima a inquietação dos cidadãos, mas explicou a complexidade do trâmite governamental.
“A Câmara de Vereadores não é uma sala de promessas e muito menos uma sala de milagres. Nós não estamos aqui para apertar um botão e fazer aparecer uma estrada pronta, uma ponte ou uma máquina de um dia para o outro”, pontuou.
Segundo a vereadora, a liberação de recursos depende de projetos técnicos, convênios, certidões, processos licitatórios e aprovações orçamentárias. Ela destacou que não se deve confundir a lentidão da burocracia estatal com negligência, mas reiterou que promessas sem cumprimento e sem acompanhamento contínuo precisam ser cobradas com rigor, resguardando sempre a responsabilidade fiscal e jurídica de quem assina a gestão.
Responsabilidade nas redes e investimentos em Rio da Anta
Em apelo aos moradores e aos agentes públicos de Santa Terezinha, a vereadora defendeu que o debate público seja pautado por fatos e proposições concretas, em vez de agressões virtuais. “Falar bonito é como maquiagem: no primeiro banho sai tudo. No final das contas, a população não quer saber quem fez a melhor postagem; quer estrada boa, saúde funcionando, investimentos chegando e melhorias acontecendo”, declarou.
Ao concluir sua manifestação na palavra livre, Andriely destacou ações em andamento voltadas à educação, agradecendo à prefeita Valquíria e à secretária Inês pela atenção dedicada às demandas estruturais da escola da comunidade de Rio da Anta. Conforme informado pela vereadora, a unidade passará por revitalizações com o suporte de verbas viabilizadas anteriormente pela ex-vereadora Nathanielle somadas a contrapartidas e projetos executados com recursos próprios do município.

