Ação solidária entrega 120 kits a filhos de detentos em Canoinhas
Uma mobilização solidária alusiva ao Dia das Crianças garantiu a entrega de 120 kits educativos contendo livros para colorir e canetinhas para os filhos de pessoas privadas de liberdade do Presídio Regional de Canoinhas. O projeto teve como foco levar momentos de recreação infantil e criatividade às famílias atendidas pelo sistema prisional da região.
Parceria interinstitucional viabiliza arrecadações
A força-tarefa foi articulada por meio de uma cooperação entre a Vara de Execuções Penais da Comarca de Canoinhas, a Faculdade UGV Canoinhas, o Conselho da Comunidade local e a direção da própria unidade prisional. As doações contaram com o engajamento direto da comunidade acadêmica da instituição de ensino superior e dos servidores envolvidos.
De acordo com os organizadores da faculdade, a adesão a esse tipo de projeto reforça o compromisso social da instituição com a coletividade e potencializa medidas de impacto positivo no entorno.
Importância da preservação dos laços familiares
A iniciativa buscou ir além da entrega de materiais recreativos, focando especialmente no bem-estar emocional das crianças e na convivência familiar. Titular da Vara de Execuções Penais da comarca de Canoinhas, a juíza Mariana Agarie Sant’Ana Alves pontuou o valor do trabalho conjunto entre os órgãos públicos e a sociedade civil organizada.
“Essa iniciativa demonstra como a cooperação entre as instituições pode viabilizar ações concretas em benefício das famílias e contribuir para a manutenção dos vínculos entre pais e filhos”, afirmou a magistrada.
Gesto de afeto e proximidade
A oportunidade permitiu que os próprios apenados pudessem presentear seus filhos, transformando o momento em um gesto de afeto durante o período de celebração da data infantil.
A presidente do Conselho da Comunidade da comarca de Canoinhas, Sandra Zacko, ressaltou o significado da ação para os envolvidos. “É emocionante ver a alegria nos olhos de cada criança ao receber um presente do pai, mesmo estando ele no cárcere”, contou.
A iniciativa se consolida como uma ferramenta de humanização do cumprimento da pena, demonstrando que medidas simples de estímulo à cultura e ao lazer são capazes de amenizar o distanciamento imposto pela reclusão.
