OMS aponta seis medidas para salvar 1,6 milhão de vidas ao ano
Um levantamento divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que a expansão de seis estratégias focadas na saúde e no combate às alterações climáticas tem o potencial de salvar quase 1,6 milhão de vidas anualmente. O plano engloba desde alertas meteorológicos até alterações tributárias voltadas para a sustentabilidade.
Impacto ambiental e projeções futuras
De acordo com o documento, tais iniciativas também conseguiriam cortar a emissão de 16,67 bilhões de toneladas de gases estufa todos os anos. Esse montante é calculado em equivalente de dióxido de carbono, métrica essencial para mensurar o impacto de diferentes gases no aquecimento global.
A projeção de vidas salvas representa uma média anual calculada para os períodos avaliados, com horizontes que se estendem até 2075. O sucesso da empreitada depende diretamente da adoção e ampliação dessas políticas nos países monitorados pela entidade internacional.
Países avaliados e os principais riscos
A lista de nações estudadas inclui Brasil, Argentina, Colômbia, México, Estados Unidos, Canadá, China, Índia, Japão, Alemanha, França, Portugal, Reino Unido, África do Sul e Austrália, embora nem todas tenham participado de todas as análises específicas. O foco central é combater ameaças cruzadas entre meio ambiente e bem-estar humano, a exemplo do calor extremo e da escassez de água.
As seis frentes de atuação
As diretrizes reúnem ações governamentais e melhorias estruturais divididas em frentes cruciais:
- Sistemas de alerta de calor: previsão antecipada de ondas de calor perigosas para orientar a população.
- Acesso à água potável: expansão do abastecimento seguro para comunidades desassistidas.
- Saneamento básico: garantia de instalações sanitárias adequadas para barrar doenças diarreicas.
- Higiene das mãos: estímulo e estrutura para a lavagem correta das mãos, prevenindo infecções.
- Energia doméstica limpa: substituição de fogões poluentes por tecnologias mais seguras.
- Reforma em combustíveis fósseis: ajuste tributário e remoção gradual de subsídios poluentes.
O peso dos combustíveis fósseis e retornos econômicos
A reformulação nas políticas de preços dos combustíveis fósseis concentra o maior impacto positivo, respondendo por cerca de 1,2 milhão de óbitos prevenidos por ano. A queda na poluição atmosférica reduz incidências de AVC, problemas cardíacos, câncer pulmonar e enfermidades respiratórias, enquanto as demais cinco frentes evitam cerca de 360 mil mortes anuais.
No aspecto financeiro, o relatório calcula um desembolso anual equivalente a R$ 194,45 bilhões para cinco dessas medidas, gerando um retorno líquido impressionante de R$ 4,63 trilhões por ano. O cálculo engloba a valorização da vida, a queda nos gastos médicos e o aumento da produtividade, com maiores vantagens concentradas em nações de baixa e média renda.

