Banner
Banner
Banner
Banner

Planalto Norte registra 17 feminicídios em cinco anos e expõe fragilidade na proteção às mulheres

Planalto Norte registra 17 feminicídios em cinco anos e expõe fragilidade na proteção às mulheres

O Planalto Norte catarinense registrou 17 casos de feminicídio entre os anos de 2020 e 2024, conforme dados do Mapa do Feminicídio divulgados pelo Ministério Público de Santa Catarina. O levantamento revela um cenário alarmante de violência contra a mulher em municípios da região, como Canoinhas, São Bento do Sul e Mafra, além de traçar o perfil das vítimas e dos autores desses crimes.

Segundo o relatório, Canoinhas lidera o número de ocorrências no Planalto Norte, com cinco casos registrados no período analisado. São Bento do Sul aparece em seguida, com três feminicídios. Mafra e Três Barras contabilizaram dois casos cada. Já Itaiópolis e Papanduva tiveram um registro cada.

Os dados reforçam que a maior parte desses crimes está ligada a relações afetivas. Dos 17 casos registrados na região, 16 foram classificados como feminicídios íntimos, quando o autor é companheiro ou ex-companheiro da vítima. Apenas um caso foi enquadrado como feminicídio por conexão.

O estudo também aponta falhas na proteção às mulheres em situação de violência. Em 76,5% dos casos analisados, as vítimas não possuíam medida protetiva em vigor no momento do crime. O levantamento mostra ainda que grande parte das mulheres assassinadas apresentava baixa escolaridade e que 41,2% eram donas de casa, fator que pode indicar dependência econômica e dificuldade para romper ciclos de violência.

Entre os autores dos crimes, a maioria tinha idade entre 20 e 49 anos. Em São Bento do Sul, casos como os de Daura, Zorilda e Lucimar simbolizam a gravidade da violência doméstica e do feminicídio na região. As três foram mortas por companheiros ou ex-companheiros motivados por ciúmes ou pela não aceitação do fim do relacionamento. Nos três casos, os autores acabaram condenados pela Justiça, com penas que variam entre 16 e 26 anos de prisão.

Especialistas destacam que os números reforçam a necessidade de ampliar políticas públicas de prevenção, fortalecer redes de apoio às vítimas e incentivar denúncias de violência doméstica antes que os casos evoluam para desfechos fatais.

Fonte: Demais FM

João Vianna

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *