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RAIO-X DA POLÍTICA

RAIO-X DA POLÍTICA

Urgente

Servidor público merece respeito, não caça ao supermercado. Está mais do que na hora de a Prefeitura de São Bento do Sul encontrar uma administradora de cartão-alimentação que ofereça uma rede decente de estabelecimentos credenciados. Benefício que não pode ser usado vira dor de cabeça. E, convenhamos, quem trabalha o mês inteiro não pode ficar ouvindo que “naquele mercado não passa”.

Temporada da humildade

Começou o período mais curioso da política. Candidato que há poucos meses nem lembrava o nome do eleitor agora chama todo mundo de “meu amigo”. Aperta mãos, tira selfies, come pastel na festa da comunidade e até descobre parentes que nunca conheceu. Depois da eleição, alguns voltam para o modo avião.

Pesquisa de bolso

É impressionante. Toda semana aparece alguém garantindo que está entre os favoritos. Se juntar todas essas pesquisas de corredor, de padaria e de grupo de WhatsApp, Santa Catarina elegeria uns 150 deputados. A matemática eleitoral continua sendo um verdadeiro milagre.

Especialistas

Em alguns órgãos públicos existe uma espécie rara: o especialista em explicar por que nada pode ser feito. Reunião após reunião, relatório após relatório, e a solução continua estacionada. O problema é que a burocracia não tapa buraco, não melhora atendimento e muito menos resolve a vida do cidadão.

Cartas marcadas?

As convenções terminaram e agora acabou a maquiagem. Quem tem grupo político forte vai mostrar força. Quem só tinha fotografia para redes sociais vai descobrir que curtida não entra na urna. A eleição continua sendo analógica: voto depositado.

Silêncio vale ouro

Tem prefeito que anda mais silencioso que telefone sem sinal. Declarar apoio? Nem pensar. Afinal, nunca se sabe quem estará no poder amanhã. Na dúvida, tem gestor acendendo uma vela para cada santo e deixando outra de reserva no porta-malas.

Dança das cadeiras

Depois da eleição, muitos adversários descobrirão que nunca foram tão amigos assim. A política brasileira tem um dom especial: transformar discursos inflamados em abraços calorosos com uma velocidade impressionante. A cadeira muda de dono, mas a fila dos interessados nunca diminui.

Gurus eleitorais

Os consultores já distribuíram vitória para meio mundo. Alguns já sabem quem será deputado, secretário, presidente de comissão e até candidato em 2030. Só esqueceram de combinar com quem realmente manda nessa história: o eleitor.

Turismo político

Agosto virou o mês oficial das romarias eleitorais. Festa do padroeiro, baile, campeonato de futebol, inauguração, café colonial… onde tiver um microfone e uma câmera, pode apostar que aparecerá um candidato dizendo que sempre esteve presente. A memória do eleitor, felizmente, costuma funcionar melhor do que alguns imaginam.

Capital Nacional do Pirogue

Enquanto muitos municípios vivem brigando por política, Papanduva trabalha para conquistar um título que valoriza sua história. A campanha para ser reconhecida como Capital Nacional do Pirogue fortalece o turismo, a cultura e a identidade da cidade. Essa é uma disputa que vale a pena vencer.

Plano Diretor

Santa Terezinha começa a discutir seu Plano Diretor. É uma oportunidade de pensar a cidade para as próximas décadas e não apenas para a próxima eleição. Crescimento sem planejamento costuma produzir bairros desorganizados, trânsito complicado e problemas que depois custam muito mais para resolver.

Ponte que liga

A ponte do Salto do Iraputã talvez não renda milhares de curtidas nas redes sociais, mas rende algo muito mais importante: mobilidade para quem precisa passar por ali todos os dias. Obra pública de verdade é aquela que melhora a vida das pessoas, não apenas a fotografia de inauguração.

Memória seletiva

Tem político que lembra de cada comunidade em ano eleitoral. Depois de diplomado, parece que o GPS quebra. O curioso é que quatro anos passam voando e, de repente, a memória volta milagrosamente junto com o período de campanha.

A fila anda

Na política, ninguém é insubstituível. Quem acredita que o cargo é eterno costuma descobrir da maneira mais difícil que a cadeira tem dono provisório. O eleitor empresta o poder por quatro anos. Renovar ou devolver continua sendo uma decisão exclusiva dele.

João Vianna

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