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“Vamos buscar de volta o que é nosso!”: Sirineu mobiliza corpo técnico e comunidade para recuperar território histórico de Monte Castelo

“Vamos buscar de volta o que é nosso!”: Sirineu mobiliza corpo técnico e comunidade para recuperar território histórico de Monte Castelo

Administração municipal contesta alteração de limites com Papanduva, estrutura comissão documental e projeta ação institucional junto ao Governo do Estado para assegurar direitos, recursos e a identidade do município.

A defesa da soberania territorial e da identidade histórica de Monte Castelo ganhou prioridade absoluta na agenda do Poder Executivo municipal. Liderada pelo prefeito Sirineu Ratochinski, a administração estruturou uma força-tarefa multidisciplinar para contestar a alteração da linha de divisa com o município vizinho de Papanduva mudança que, segundo registros históricos e geográficos do município, transferiu equivocadamente áreas consolidadas de Monte Castelo.

A postura do chefe do Executivo é firme e reflete a urgência que a questão exige:

“Não foi no nosso mandato que a divisa de Monte Castelo com Papanduva foi alterada, tirando um pedaço do nosso município. Mas vai ser no meu mandato que vamos buscar de volta o que é nosso!”, pontua Sirineu Ratochinski.

A origem do impasse e o rigor técnico

O debate centra-se em uma divergência cartográfica repassada pelo Estado de Santa Catarina ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Documentos e mapas tradicionais defendidos por Monte Castelo sustentam que o limite territorial legítimo é o Arroio Kalil e não o Rio das Antas, curso d’água que corta o perímetro urbano e cuja adoção recente alterou drasticamente a configuração geográfica local.

Para enfrentar a complexidade jurídica e burocrática do tema, o prefeito constituiu uma comissão técnica especial formada por servidores de carreira e representantes da sociedade civil. O grupo atua de forma criteriosa na coleta de acervos cartográficos, certidões fundiárias, marcos históricos e dados censitários com o objetivo de compor um dossiê robusto, respaldado estritamente por bases legais e evidências técnicas irrefutáveis.

Proteção econômica e segurança jurídica

Muito além de um redesenho de mapas, a revisão territorial é fundamental para a estabilidade socioeconômica de Monte Castelo. A permanência do erro acarreta perdas severas e contínuas:

  • Arrecadação e repasses: Redução de índices constitucionais e verbas federais e estaduais vinculadas à base populacional e territorial.
  • Segurança para investidores: Risco de insegurança jurídica para indústrias e comércios que buscam se instalar na faixa territorial sob litígio, o que compromete a geração de empregos e renda.
  • Planejamento urbano: Dificuldades administrativas na prestação e expansão de serviços públicos essenciais.

Cronograma de ação: meta na primeira quinzena de dezembro

O cronograma municipal foi desenhado com prazos precisos. O Executivo estabeleceu como meta a entrega formal do processo à Secretaria de Estado do Planejamento até a primeira quinzena de dezembro, antecipando-se aos próximos calendários censitários e estatísticos do país.

“Precisamos estar protegidos antes dos próximos levantamentos populacionais e educacionais. Caso contrário, corremos o risco de ver bairros consolidados, como a Cohab e outras localidades, fora dos dados oficiais de Monte Castelo, figurando indevidamente no município vizinho”, adverte o prefeito.

Mobilização consciente e defesa do patrimônio coletivo

Diante de especulações e boatos infundados, a administração municipal convoca a sociedade civil a confiar no rigor do trabalho institucional e a manter uma postura de unidade. O diálogo com a comunidade busca transformar o sentimento de pertencimento em respaldo cívico aos trâmites oficiais.

“É o nosso futuro que está em jogo. Nossos filhos e nossos netos vão cobrar essa atitude de nós no futuro”, conclui Sirineu Ratochinski.

Com planejamento responsável, fundamentação técnica sólida e liderança presente, Monte Castelo reafirma que a revisão de suas divisas é um compromisso inegociável com a justiça histórica, com o bem-estar de suas famílias e com a sustentabilidade de seu crescimento nas próximas décadas.

João Vianna

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