Cartolas da CBF disputam Senado em Alagoas ligados a Lira e Renan
Duas figuras de peso da cúpula da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ingressaram no cenário político eleitoral e figuram como candidatos a suplentes ao Senado pelo estado de Alagoas, ficando diretamente associados a duas das maiores forças políticas da região que mantêm rivalidade histórica.
Politica e futebol em Alagoas Gustavo Dias Henrique e Gustavo Feijó aparecem nas chapas de Renan Calheiros (MDB) e Arthur Lira (PP), respectivamente, o que coloca os cartolas no centro de uma disputa indireta entre os dois principais rivais políticos do estado ao longo da última década.
O homem forte de Renan Vice-comandante com maior influência entre os oito vices da CBF, Gustavo Dias ocupa a posição de primeiro suplente na tentativa de reeleição de Renan Calheiros para o seu quinto mandato consecutivo. O brasiliense atua fortemente nos bastidores políticos da entidade esportiva e mantém proximidade com o presidente Samir Xaud, marcando presença frequente em treinos da seleção brasileira e grandes eventos oficiais.
Histórico na administração pública Antes de ganhar espaço na confederação, Dias integrou a diretoria da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) e presidiu a Biotic S/A durante o governo de Ibaneis Rocha (MDB), além de ter comandado o escritório de relações governamentais da entidade máxima do futebol brasileiro em Brasília.
O representante do grupo de Lira Por sua vez, Gustavo Feijó exerce a função de diretor de futebol masculino na CBF e integra a comitiva oficial da seleção brasileira, mantendo proximidade com a comissão técnica e participando ativamente das viagens internacionais da equipe principal, embora tenha se ausentado de compromissos recentes no exterior para focar em sua campanha política.
Passado e controvérsias Com passagens pela diretoria em gestões anteriores da confederação e histórico como prefeito de Boca da Mata entre 2012 e 2020, Feijó enfrentou questionamentos judiciais no passado, incluindo investigações sobre gestão municipal e uma condenação por abuso de poder político que foi revista posteriormente pela Justiça Eleitoral.



