Rede feminina de combate ao câncer celebra 40 anos com exposição na Alesc
A Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) abriu, nesta quarta-feira (4), uma programação especial para celebrar quatro décadas de atuação da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Florianópolis. A abertura da mostra fotográfica “40 Anos em Imagens” e o lançamento de uma obra comemorativa evidenciam o impacto de uma trajetória dedicada à saúde feminina, responsável pelo atendimento gratuito a mais de 80 mil pacientes ao longo de sua história.
Estrutura e foco na prevenção
Montada no Espaço Cultural Cruz e Sousa, a exposição retrata a evolução da entidade desde o início das atividades em 1984 até a atualidade, período em que passou a acolher cerca de 400 mulheres todos os meses. O foco principal da organização permanece na prevenção e no diagnóstico precoce de tumores no colo do útero e nas mamas.
Para a presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer de Florianópolis, Maria Helena Aragasy, a principal diferença do trabalho desenvolvido pela instituição está na preocupação em cuidar da saúde antes mesmo do aparecimento de sintomas.
“A Rede Feminina se antecipa, porque cuida da prevenção do câncer do colo do útero e de mama. Muitas vezes, as pessoas só procuram ajuda quando estão sentindo alguma coisa. Nós trabalhamos justamente para que as mulheres possam se cuidar antes disso”, destacou a dirigente.
Maria Helena também ressaltou a importância do voluntariado na construção dessa história. “Somos mulheres que cuidam de mulheres. A Rede Feminina está aqui em Florianópolis há 40 anos fazendo isso. Mais de 80 mil mulheres passaram pela nossa casa e é um orgulho muito grande poder dizer isso, porque são muitas vidas cuidadas.”
Memória e acervo histórico
A curadoria da exposição, assinada por Iriana Custódia Koch com o suporte da Gerência Cultural da Alesc, divide-se em seis frentes: Origem, Estrutura, Cuidado, Direitos Conquistados, Permanência e Balanço Social. O público encontra atas antigas, retratos das pioneiras, registros das gestões anteriores e um panorama com as 94 unidades da rede presentes no estado.
Os registros remontam ao início das operações em salas cedidas pelo Hospital da Polícia Militar, na área central da capital catarinense, antes da oficialização da fundação em 19 de maio de 1986, sob a presidência de Teresa Modtmann. A conquista da sede própria ocorreu posteriormente, em 2006, no bairro Agronômica.
Além disso, o livro intitulado “Rede Feminina de Combate ao Câncer de Florianópolis: 40 anos de cuidado com a saúde das mulheres”, organizado por C

