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Azul apura decolagem no limite da pista em Congonhas

Azul apura decolagem no limite da pista em Congonhas

A companhia aérea Azul iniciou uma apuração interna para entender as circunstâncias da decolagem de um de seus jatos comerciais no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. O episódio aconteceu no último dia 11 de outubro, quando a aeronave deixou o solo a poucos metros do término da pista principal.

Manobra próxima à área de escape

O caso envolveu um Embraer E195-E2 que cumpria o voo AD4797 com destino ao Aeroporto Internacional de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Câmeras de monitoramento registraram que o jato utilizou praticamente toda a extensão do pavimento disponível, iniciando a sustentação em um ponto bem mais avançado do que o padrão habitual do terminal paulistano.

Ao sair da pista, o avião passou a uma distância reduzida do Emas (Engineered Materials Arresting System), sistema de desaceleração projetado justamente para conter aeronaves que eventualmente ultrapassem o fim da pista de pouso e decolagem.

Baixa altitude assustou vizinhos

A subida tardia da aeronave também chamou a atenção de moradores do bairro Jabaquara, localizado logo à frente da cabeceira 35 do aeroporto. Informações registradas pela plataforma de rastreamento Flightradar24 indicam que o jato cruzou o final do sítio aeroportuário a cerca de 500 pés (aproximadamente 152 metros) abaixo da altitude comumente registrada por outros voos no mesmo ponto da trajetória.

Viagem seguiu até o destino final

Apesar da aproximação do limite físico da pista, a tripulação não reportou qualquer pane ou anormalidade técnica aos controladores de tráfego aéreo. O voo prosseguiu em rota normal até o pouso em território mineiro.

Por meio de nota oficial, a Azul confirmou a abertura de processo interno para esclarecer o ocorrido e ressaltou que “suas operações seguem os padrões nacionais e internacionais de segurança”. Não há definição se o episódio passará por análise formal da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ou por investigações a cargo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

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