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Violência doméstica atinge mais mulheres com deficiência no Brasil

Violência doméstica atinge mais mulheres com deficiência no Brasil

Um levantamento inédito realizado pelo DataSenado, que integra o Mapa Nacional da Violência de Gênero, acendeu um alerta sobre a vulnerabilidade feminina no país. O estudo aponta que as mulheres com deficiência enfrentam índices proporcionalmente maiores de violência doméstica e familiar cometida por homens quando comparadas à parcela da população sem deficiência.

Dados alarmantes do estudo Conforme a pesquisa, mais de 4,4 milhões de brasileiras com deficiência já sofreram algum tipo de agressão doméstica ou familiar. Esse montante equivale a 38% do público analisado, uma proporção significativamente superior aos 25% registrados entre as mulheres que não possuem deficiência. Além disso, o cenário se torna ainda mais grave ao constatar que 65% dessas ocorrências partem de parceiros ou ex-companheiros das vítimas.

Ações e políticas públicas Diante desse cenário de vulnerabilidade, entidades como o Movimento Mulheres Municipalistas (MMM) reforçam a necessidade de dar visibilidade ao problema. A presidente do MMM, Tania Ziulkoski, avalia que, com os dados em mãos, é possível viabilizar o desenvolvimento de políticas públicas voltadas a esse grupo, que ainda enfrenta invisibilização. “O Brasil alcança, ano após ano, recordes nos casos de feminicídio e um aumento nos casos de violência contra a mulher, e compreender como diferentes grupos de mulheres são afetados permite uma visão ampla sobre os desafios e interseccionalidades que precisam ser considerados”, destacou.

Tipos de agressão mais comuns O mapeamento detalha ainda as categorias de violência mais recorrentes contra esse grupo vulnerável. A violência sexual, por exemplo, foi apontada por 39% das vítimas com deficiência, enquanto entre as mulheres sem deficiência o índice ficou em 28%.

No caso da violência patrimonial, os percentuais atingiram 46% e 39%, respectivamente. Esses indicadores foram tornados públicos em uma segunda-feira, dia 21 de setembro, como parte das mobilizações do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, evidenciando a urgência de medidas protetivas mais assertivas.

João Vianna

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