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Papanduva e cidades vizinhas ficam de fora do sistema de segurança alimentar

Papanduva e cidades vizinhas ficam de fora do sistema de segurança alimentar

O município de Papanduva está na lista das cidades do Planalto Norte catarinense que não realizaram a adesão ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), conforme apontado por um levantamento recente do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

Cidades sem adesão na região

Além de Papanduva, o estudo engloba os municípios de Itaiópolis, Monte Castelo, Mafra, Rio Negrinho, Irineópolis, Major Vieira, Três Barras e Porto União na mesma situação de ausência no sistema. Entre todas essas localidades da região, Irineópolis registra o cenário mais crítico de insegurança alimentar. Em contrapartida, Canoinhas e São Bento do Sul figuram entre os poucos integrantes estaduais que adotaram a medida.

Panorama do risco alimentar em Santa Catarina

Os registros mais recentes do Indicador de Risco de Insegurança Alimentar Grave (CadInsan), publicados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social em 2025, apontam que 10.252 famílias catarinenses enfrentam riscos severos de privação alimentar. Embora a métrica não abarque a totalidade da população vulnerável, ela serve como base para mapear territorialmente os grupos mais expostos e orientar medidas protetivas direcionadas.

Metodologia de mensuração

No âmbito nacional, a medição dessa realidade ocorre por meio da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). Trata-se de uma metodologia validada pelo IBGE que emprega questionamentos diretos para examinar o acesso das residências aos mantimentos e o nível de restrição nutricional, categorizando o problema em graus crescentes de gravidade.

Fragilidade na governança estadual

A pesquisa também evidenciou deficiências na estrutura administrativa voltada para a segurança alimentar em território catarinense. Até o mês de abril de 2026, somente 50 das 295 cidades do estado haviam ingressado no Sisan, o equivalente a cerca de 17% dos municípios catarinenses.

Diante desse cenário, os Centros de Apoio Operacional dos Direitos Humanos e Terceiro Setor (CDH) e da Saúde Pública (CSP) do MPSC estruturaram uma análise detalhada para mapear as deficiências das políticas públicas locais e dar suporte ao trabalho das Promotorias de Justiça. Todo o material foi repassado aos órgãos ministeriais que atuam nas regiões mais afetadas, com o objetivo de fomentar respostas estruturadas e de longo prazo para assegurar o direito fundamental à alimentação adequada.

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