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Sistema com IA do SUS e Einstein auxilia médicos na triagem de dermatoses

Sistema com IA do SUS e Einstein auxilia médicos na triagem de dermatoses

Uma colaboração inédita entre o Ministério da Saúde e o Einstein Hospital Israelita resultou na criação de um software baseado em inteligência artificial para auxiliar médicos da rede pública na triagem e no diagnóstico de enfermidades dermatológicas.

Como funciona o CUTIS-AI

Batizada de CUTIS-AI, a plataforma analisa fotografias de lesões cutâneas combinadas com informações clínicas, epidemiológicas e sociodemográficas adaptadas ao contexto nacional. O sistema foi moldado com base em diálogos diretos com equipes médicas da atenção primária e possui a vantagem de operar mesmo em áreas desprovidas de sinal de internet.

Enfermidades mapeadas pela tecnologia

Atualmente, o algoritmo é capaz de auxiliar na detecção de quadros complexos, como esporotricose, hanseníase, leishmaniose cutânea, cromoblastomicose, tuberculose cutânea, lobomicose e feridas causadas por picadas de aranha marrom.

Apesar do avanço tecnológico, os idealizadores ressaltam que o software serve estritamente como suporte, jamais substituindo o julgamento clínico humano.

“O CUTIS-AI foi criado para ampliar a capacidade de identificação dessas doenças, que ainda podem representar um desafio para os profissionais de saúde, especialmente em regiões com menor disponibilidade de especialistas. Ao reunir imagens das lesões, estamos construindo uma base de dados robusta, que contribuirá para o desenvolvimento de uma tecnologia útil na ponta, principalmente para a Atenção Primária à Saúde”, destacou a cientista de dados do Einstein Hospital Israelita, Isabelle Carvalho.

Banco de dados nacional

Os testes atuais já abrangeram 1.400 voluntários e acumulam mais de 4.000 registros fotográficos de lesões. Essa variedade de perfis garante maior assertividade ao modelo computacional.

“Quando falamos em inteligência artificial aplicada à saúde, a qualidade e a diversidade dos dados são fundamentais. Uma tecnologia desenvolvida a partir de uma população específica pode não apresentar o mesmo desempenho quando aplicada a outros grupos. Por isso, construir uma base brasileira, com diferentes fototipos de pele, regiões, condições de vida e perfis epidemiológicos é essencial” ressaltou o secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Fabiano Geraldo Pimenta Junior.

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