Inter de Limeira perde partida, mas sobe para a série B após 35 anos
A equipe administrada por Ronaldo Fenômeno e Roberto Carlos garantiu neste domingo (11) o retorno à segunda divisão nacional após um hiato de 35 anos, alcançando a meta mesmo após ser derrotada em sua partida decisiva pelo quadrangular da terceira divisão.
Derrota e classificação dramática
A Inter de Limeira foi superada pela Ferroviária por 2 a 0, porém assegurou a vaga graças ao terceiro critério de desempate. O confronto precisou ser interrompido no sábado (10) em razão de falhas de segurança na área destinada aos visitantes no duelo entre Brusque e Paysandu, exigindo a paralisação pois os confrontos da rodada derradeira precisavam ocorrer simultaneamente.
Vantagem nos critérios de desempate
O clube paulista encerrou esta fase do torneio somando sete pontos, idêntica pontuação obtida pelo Brusque. Com igualdade também em número de triunfos e no saldo de gols, a definição ocorreu no quesito de tentos anotados, com 11 assinalados contra 10 da equipe catarinense.
Histórico na divisão de acesso
Com o resultado positivo, o time disputará o torneio correspondente à segunda divisão pela terceira oportunidade em sua história. A primeira participação ocorreu em 1988, quando levantou a taça de campeão superando o Náutico por 2 a 1, enquanto a última aparição havia sido registrada em 1991.
Projeto milionário da SAF
No encerramento de agosto, o conselho deliberativo chancelou a comercialização de 80% das fatias da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para um consórcio de empresários que inclui os ex-atletas da Seleção Brasileira. A conclusão definitiva depende ainda do cumprimento da última formalidade burocrática para a assunção plena da administração.
A iniciativa de estruturação da SAF tem à frente o executivo Enrico Ambrogini, contando com os ex-jogadores como investidores ao lado de outro parceiro comercial e do príncipe saudita Abdullah bin Saad bin Abdulaziz Al Saud. O planejamento estratégico estabelece injeções financeiras que podem atingir até R$ 454 milhões no decorrer da próxima década de governança, tendo como meta principal o ingresso na elite do futebol brasileiro.
